Rio + 20: Usina de Biodiesel de Paranaguá pode ser “exportada” para outros países
Biólogo João Roberto com comitiva da Associação Budista de Beneficência e Assistência Social Tzu Chi no Brasil
Biólogo com Regina e família no estande de Paranaguá na Rio + 20
Ator Vitor Fasano conversando com participantes da Rio + 20 no estande do Estado de Amazonas
Experiência da transformação de óleo de cozinha usado em biodiesel está sendo mostrada na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro.
Pelo menos 600 pessoas, entre representantes de diversos países, estados e cidades brasileiras, membros de Organizações Não Governamentais (ONGs) e de empresas, passaram pelo estande de Paranaguá na Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre na cidade do Rio de Janeiro. Uma equipe da Prefeitura Municipal está dando orientações no espaço montado no Parque dos Atletas, na região da Barra, sobre duas experiências desenvolvidas na cidade, a Usina de Biocombustível e a coleta seletiva.
Cerca de 600 contatos já foram realizados no estande de Paranaguá com membros das entidades envolvidas na Rio + 20, segundo o biólogo João Roberto Barros Maceno Silva, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Tem sido muito positivo apresentar nossos trabalhos aqui na Rio + 20. Nosso projeto da Usina de Biocombustível tem chamado muita atenção, porque são raros os municípios que produzem biocombustível por meio da transformação de óleo de cozinha usado. Fizemos contatos com pessoas de muitas cidades e estados brasileiros e de outros países também”, declarou João Roberto, que coordena o estande, juntamente com os engenheiros ambientais Caroline Beleski e Alysson Schneider. O prefeito José Baka Filho e a secretária municipal de Meio Ambiente, Jozaine Baka, já fizeram visita ao local.
Vale lembrar que em Paranaguá foi criada estrutura para que a população deixe o óleo de cozinha usado em algumas escolas, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, associações de moradores e na Administração Regional da Ilha dos Valadares. São os chamados ecopontos, que também recebem lixo reciclável. A produção de biodiesel beira 2 mil litros por mês, mas o maquinário utilizado para a transformação tem capacidade de fazer 1 mil litros por dia. Todo o biocombustível produzido serve para abastecer a frota da Prefeitura Municipal.
Membros da Associação Budista de Beneficência e Assistência Social Tzu Chi no Brasil estiveram no estande de Paranaguá e gostaram do projeto da Usina de Biodiesel. “É muito interessante e vamos conversar com a sede da associação, que fica em Taiwan, para tentar exportar esse projeto para outras cidades do mundo. Desenvolver projetos como esse é importante demais para o futuro do mundo, porque é energia renovável”, disse Shing Lin, membro da entidade.
Outra pessoa que visitou o estande de Paranaguá e ficou impressionada com os projetos desenvolvidos foi a contadora carioca Regina Rocha, moradora da Freguesia de Jacarepaguá, que aproveitou a tarde de domingo para passear com as duas filhas e o marido pelo Parque dos Atletas. “Infelizmente, aqui no Rio de Janeiro não existe um projeto como esse, que reutiliza o óleo de cozinha usado. Precisamos disso porque temos que cuidar do meio ambiente”, declarou a contadora, que lamentou ainda o fato de haver pouca conscientização da população com relação à coleta seletiva.
ATOR VITOR FASANO TAMBÉM
DESTACOU PROJETO DE PARANAGUÁ
Durante a visita aos estandes do Parque dos Atletas, na tarde de domingo, o ator Vitor Fasano destacou o projeto de reutilização de óleo de cozinha usado desenvolvido em Paranaguá. A visita serviu para sensibilizar sobre o Movimento Amazônia para Sempre, que ele coordena juntamente com os atores Christiane Torlloni e Juca de Oliveira. “Um projeto como esse (Usina de Biodiesel) deve ser estimulado e não a exploração do Pré-Sal, que é uma fonte energética com data para terminar e que polui o meio ambiente”, declarou o ator.
O principal trabalho de Fasano está sendo conscientizar a população brasileira para preservação da Amazônia. Recentemente ele promoveu um abaixo assinado que já tem mais de 1 milhão de assinaturas, incluindo as da modelo Gisele Bündchen e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que sejam criadas varas de meio ambiente e agrárias no Conselho de Justiça Federal da região norte do Brasil.
Jornalista: Osvaldo Capetta - Especial do Rio de Janeiro