Publicado em 10 de Agosto de 2017

UPA tem atendimento sobrecarregado por restrição de 24h do Hospital Regional

Situação excepcional colocou equipe da unidade de emergência em alerta. Secretário Paulo Henrique de Oliveira pede paciência da população para tempo de espera.
Quem procurar a UPA de Paranaguá nesta quinta-feira (10) vai encontrar uma situação excepcional. A unidade de urgência e emergência está superlotada porque o Hospital Regional do Litoral (HRL) interrompeu o atendimento por problemas internos, pelo período de 24 horas. A situação só foi informada, de maneira extraoficial, na noite desta quarta-feira, por volta de 21h, por um grupo de Whatsapp, não sendo possível fazer planejamento prévio.

O superintendente de Urgências e Emergências da Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção (Semsap), Rafael Corrêa, informou que ao saber da informação “procuramos otimizar os esforços para bem atender nossa população”. “Entendemos o problema de superlotação registrado pelo Hospital Regional e o município se mostra solidário com a situação, realizando o reforço necessário para prestar o atendimento adequado”, salientou o superintendente.

A situação preocupa a Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção (Semsap), já que a UPA não está equipada para atendimento de média e alta complexidade. “Estamos tendo dificuldades para estabilizar esses pacientes e por isso estamos buscamos regular para Curitiba e outros municípios da região metropolitana”, explicou o secretário de Saúde e Prevenção, Paulo Henrique de Oliveira.

A orientação é que pessoas só procurem a UPA em caso de extrema necessidade. A cada meia hora os pacientes que aguardam atendimento no local estão sendo avisados na sala de espera que troca de receita, pedido de atestado e de exames eletivos ou leitura de exames de rotina não serão feitos.

“Não temos outra saída senão priorizar somente os atendimentos de urgência e emergência nesta quinta. Já fazemos isso em nosso dia a dia, mas estamos com superlotação e não temos como realizar esses atendimentos”, explicou o superintendente de Urgência e Emergência da Semsap, Rafael Corrêa, que definiu a situação como “caótica”.

DOCUMENTO

Por meio do Ofício 54/2017, emitido neste dia 9 pelo diretor geral do HRL, Rodrigo Gomes da Silva, foi informada a restrição que haveria no pronto socorro à Promotoria de Justiça de Paraná, ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná, ao SAMU e à 1.ª Regional de Saúde.

O documento informa que considerava que o Hospital Regional tem 13 pacientes em ventilação mecânica, somando 15 em alto risco e internados em condições não ideais na sala de emergência, que há 48 horas aguardavam transferência para outros hospitais, pela Central de Leitos, dentre outras questões, e que por isso estabeleceu a não admissão de pacientes por 24 horas.

A situação foi definida como instabilidade clínica, com pacientes com ventilação mecânica ou que irão precisar de tal procedimento, ou os que necessitem de suporte de UTI adulto, choque, impedindo o atendimento de pacientes clínicos e gestantes.


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Jornalista: Osvaldo Capetta

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