Publicado em 31 de Março de 2016

Ações contínuas de combate à dengue em Paranaguá são apresentadas ao CMS

Secretária municipal de Saúde, Sandra Machado, esteve na segunda reunião ordinária de 2016 do Conselho Municipal de Saúde (CMS), na Biblioteca Leôncio Correia.
Na tarde desta terça-feira (29), o Conselho Municipal de Saúde (CMS) realizou a sua segunda reunião ordinária em 2016, o presidente do órgão, José Dolgiva, disponibilizou espaço para a secretária municipal de Saúde, Sandra Machado Marcondes, bem como para a superintendente da Vigilância em Saúde, Elen Soares, e outros membros da pasta para realizar balanço das ações feitas contra a dengue, Zika vírus e chikungunya em Paranaguá, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. O encontro teve também a participação do secretário-geral do CMS, Leonardo Mamede, bem como outros membros do conselho, e foi realizado na Biblioteca Municipal Leôncio Correia, no centro de Paranaguá.

Na oportunidade, houve a eleição das comissões temáticas do CMS, formadas levando a necessidade de uma paridade entre usuários do sistema de saúde, trabalhadores e gestores. Além disso, a maior parte da reunião foi dedicada à uma prestação de contas das ações de combate à dengue no município, e de outras doenças causadas pelo Aedes Aegypti, com análise feita por equipe técnica da Prefeitura de Paranaguá.

"Estamos trabalhando de forma constante para melhorar o atendimento de saúde. Contratamos 17 médicos e dezenas de profissionais que atuam no Centro de Referência à Dengue, criado por determinação do prefeito Edison Kersten, devido à epidemia da doença que vive o município. Criamos a Sala de Situação que concentra as ações e recebe reclamações da população, bem como continuamos trabalhando continuamente para melhorar o setor com inúmeras ações. O conselho tem um papel fundamental em nos ajudar e apontar as necessidades dos cidadãos e profissionais da saúde, devemos trabalhar em conjunto para combater a dengue em Paranaguá", acrescenta a secretária, Sandra Machado Marcondes.

O presidente do CMS, José Dolgiva, realizou questionamentos aos representantes do município, focando a necessidade de cooperação entre os membros da Conselho Municipal de Saúde, sociedade e Prefeitura para o combate à dengue. A secretária se comprometeu a prestar contas dos recentes gastos para combater à dengue de forma contínua ao CMS, colocando ela e a equipe do Semsa à disposição dos membros para qualquer dúvida.

Segundo a secretária, o município possui em caixa um valor superior à R$ 5,4 milhões para serem utilizados no atendimento de saúde aos pacientes vítimas das doenças causadas pelo Aedes Aegypti. "A maior parte deste valor, cerca de R$ 3,9 milhões, foi destinado pelo Governo do Estado através da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Deste total, cerca de R$ 3,6 milhões estão sendo utilizados para folha de pagamento de médicos e funcionários contratados emergencialmente neste ano para o Centro de Referência", acrescenta. Há também gastos próprios municipais e advindos da União dentro desta quantia total.

Dentro deste aporte financeiro estão sendo feitos investimentos na compra de três veículos para o combate à dengue, equipamentos, medicamentos, mais de 236 mil repelentes que estão sendo distribuídos para gestantes e crianças, alimentação, apresentações culturais, microscópios, entre outros itens. "Do valor total de R$ 5,4 milhões, a Prefeitura já investiu R$ 842 mil nestes primeiros meses de 2016, em virtude da epidemia da dengue. Este valor está dentro de um cronograma de gastos fixados junto à Secretaria Municipal de Fazenda (Semfa), sempre com foco na responsabilidade financeira e prestação de contas à Justiça. Entre as quantias, há a questão da contratação de médicos temporários, que atuarão em 180 dias, onde o município já tem todo o dinheiro para o pagamento destes profissionais sem nenhum custo adicional até o fim do contrato", informa a secretária.

R$ 3,6 MILHÕES DA APPA DEPENDEM DE LIBERAÇÃO JUDICIAL AO MUNICÍPIO

O acordo celebrado em janeiro entre Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e Ministério Público Federal (MPF), que já encaminhou ao município a doação de um caminhão basculante e fez o depósito judicial de R$ 3,8 milhões para serem utilizados na limpeza pública municipal, de acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), representada pelo diretor José Renato de Mello, ainda depende oficialmente de liberação da Justiça Federal. Atualmente, o processo para que a verba seja liberada está no MPF, que deverá encaminhar em breve à Justiça Federal para que seja referendado. A limpeza está realizando a eliminação de possíveis criadouros do Aedes Aegypti.

Segundo o representante da Semma, o valor será utilizado na locação de caçambas, caminhões, máquinas, bem como compra de 1 milhão de sacos de lixo e pagamento de funcionários e, no prazo de seis meses, serão retirados um total de 15.000 toneladas de resíduos do município, eliminando possíveis criadouros do mosquito, destinando-os ao aterro sanitário de forma ambientalmente correta. As cotações e cronograma de ações já virão prontas para a Prefeitura, que somente irá executar e dar andamento ao processo enviado pela Justiça.

Além da prestação de contas, profissionais do município responderam à inúmeros questionamentos do Conselho com relação ao número aos casos causados pelo Aedes Aegypti, atendimento de saúde e exames laboratoriais. Uma apresentação teatral voltada ao combate à dengue, Zika vírus e chikungunya, foi realizada no local pelo grupo "Palhaçudos", com projeto denominado como "Melhor Rir e Prevenir do que Remediar", com apoio da Semsa.



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Jornalista: Leonardo Quintana Bernardi

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