Projeto Cegonha: Humanização e cuidado integral transformam a saúde materno-infantil em Paranaguá

Segundo os profissionais da equipe, o diferencial do Projeto Cegonha é o fortalecimento do vínculo


O que antes era apenas uma consulta médica de rotina transformou-se em uma rede de acolhimento que abraça toda a família. O Projeto Cegonha, uma iniciativa da equipe eMulti em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, está redefinindo o acompanhamento pré-natal nas comunidades, com foco especial nas regiões insulanas e marítimas.

O programa vai além do consultório. Ele propõe um olhar holístico sobre a gestação, integrando diversas especialidades para garantir que a mulher não seja apenas uma paciente, mas a protagonista de uma jornada segura e bem orientada.

Um olhar que acolhe

Segundo os profissionais da equipe, o diferencial do Projeto Cegonha é o fortalecimento do vínculo. “A gestante chega para um olhar ao todo. Ela passa pelo médico e pelo enfermeiro, mas a equipe multidisciplinar já sana dúvidas e cria um laço que garante que ela continue conosco após o nascimento do bebê”, explica a enfermeira Viviane Malaquias Fogaça, uma das coordenadoras da iniciativa.

Esse vínculo também é percebido na prática clínica. De acordo com o médico das comunidades marítimas, Dr. Matheus Felipe Gonçalves Toffoli, o projeto impacta diretamente na qualidade do atendimento. “A paciente que participa do Cegonha tem suas dúvidas esclarecidas e fortalece o vínculo com a gente, garantindo que ela tenha um pré-natal de qualidade”, afirmou.

O principal indicador de sucesso do projeto é claro e ambicioso: reduzir a mortalidade materno-infantil no município por meio de um atendimento de excelência que se estende até os dois anos de vida da criança.

O suporte oferecido envolve uma rede completa de profissionais, incluindo fisioterapeutas, psicólogos, dentistas, educadores físicos e nutricionistas, promovendo o bem-estar físico, mental e social das famílias.

As ações práticas incluem rodas de conversa, oficinas e palestras, onde temas complexos são traduzidos em orientações acessíveis.

A fisioterapeuta Melissa Sayuri Hoshino Nishida reforça que o alcance do projeto vai além da gestação. “Trabalhamos também com quem quer engravidar, com quem já tem filhos e busca mais informações sobre saúde e cuidados, além de envolver os pais. O pré-natal do pai mostra como ele pode auxiliar e melhorar a qualidade de vida da gestante. O projeto acompanha toda a família”, concluiu Melissa.

Um dos grandes desafios superados pelo projeto é o alcance às sete comunidades marítimas da região. O secretário de Saúde, Dr. Daniel Fangueiro, destaca que o olhar carinhoso para as áreas insulanas é essencial.

“Decidimos dar essa atenção especial não só para a gestante, mas para todo o entorno familiar. O projeto é para quem está grávida, para quem quer engravidar e também para o parceiro”, afirmou o secretário.

O incentivo ao “pré-natal do Pai” é um dos pilares inovadores da iniciativa, promovendo a participação ativa dos companheiros no cuidado com a gestante e no desenvolvimento da criança.

Para as usuárias, como Suelen Pinheiro Fernandes, moradora na Ilha do Amparo e gestante do pequeno Yuri Enrico, o projeto trouxe uma nova perspectiva.

“Achei bem interessante, porque eu nunca tinha visto algo assim. A gente vem para aprender cada vez mais”, relatou.

O Projeto Cegonha está de portas abertas para todas as famílias das comunidades marítimas. Para participar, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência e conversar com a equipe de enfermagem ou médica.

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