Publicado em 10 de Agosto de 2018

Turismo cemiterial será iniciado em Paranaguá

Secretários de Cultura e Meio Ambiente discutiram os detalhes para implantação do projeto nos próximos meses
O 'Turismo Cemiterial' será inicial em Paranaguá. Tratam-se de passeios guiados por historiador e atores que conduzirão os visitantes por túmulos de pessoas ilustres sepultados no cemitério Nossa Senhora do Carmo, além de um roteiro por locais que já serviram de cemitérios em locais que muitas pessoas nem imaginam como o prédio onde está a Caixa Econômica Federal e ao lado da Catedral Diocesana.

Os passeios guiados em cemitérios são conhecidos em muitas cidades do Brasil e no exterior. Em Curitiba, a visita denominada Artes Visuais tem como enfoque a trajetória de pintores, escultores, fotógrafos e ilustradores sepultados no cemitério São Francisco de Paula.

Os passeios em Paranaguá pretendem se transformar em verdadeiras aulas de arquitetura, história, arte, etimologia e antropologia mostrando a evolução da cidade desde a sua fundação. O Cemitério Nossa Senhora do Carmo tem túmulos de pessoas como o médico Dr. Leocádio José Correia que clinicou nas sete cidades do Litoral, foi inspetor da Santa Casa de Misericórdia, jornalista, orador, escritor e poeta, além de ter sido eleito deputado provincial à Assembleia Legislativa onde assumiu a causa abolicionista. Neste espaço também tem o túmulo de Caetano Munhoz da Rocha que foi prefeito de Paranaguá por duas vezes, governador do Paraná e Senador da Velha República, assim como de outros ilustres parnanguaras.

Os secretários de Cultura e Meio Ambiente, Harrison Camargo e Raphael Rolim de Moura, estiveram reunidos para discutir sobre a implantação deste projeto na manhã desta sexta-feira, dia 10. “Pretendemos promover visitas diurnas e noturnas, o que poderá ajudar, inclusive, no afastamento de bandidos e na redução de atos de vandalismo como já acontece em outras cidades que adotaram esta iniciativa”, lembrou o secretário de Meio Ambiente.

A pesquisadora da Fundação Cultura de Curitiba, Clarissa Grassi, conduz o passeio em Curitiba e poderá oferecer uma oficina em Paranaguá sobre o assunto. Os contatos já estão sendo mantidos.

Exemplos
O historiador e diretor do Museu Municipal José Raphael Toscano, Fábio Grossi dos Santos, lembra que cemitérios mundo afora abordam a concepção de espaço de cultura, arte e história, como o Père-Lachaise, de Paris (França), o cemitério da Recoleta, em Buenos Aires (Argentina), o cemitério de Roermond, em Limburgo (Holanda), e o cemitério da Consolação em São Paulo, entre outros. Em Jaú, os passeios pelo Cemitério Municipal Ana Rosa de Paula tiveram início com um professor de história, não de forma sistematizada.

“O primeiro a fazer esse trabalho fui eu, que comecei a dar aulas no cemitério em 2007, tendo criado um roteiro e projeto para isso. Foi criado um circuito destacando túmulos da parte antiga e nova, bem como o espaço do velório e o arquivo de cemitério, para mostrar o livro de óbitos. Eu fazia esses passeios com meus alunos somente das escolas onde lecionava”, diz Santos.

Os circuitos começaram a ser abertos à comunidade mais recentemente, com o historiador Julio Polli e continuam até hoje com o grupo NecroPollis (jogo de palavras entre necrópole e o sobrenome Polli).
Para Santos, a arquitetura dos túmulos, os epitáfios e imagens refletem, na maioria das vezes, os costumes e cultura de um determinado povo e tempo.

Em Buenos Aires, na Argentina, dizem que o metro quadrado mais caro está no Cemitério da Recoleta. O lugar é um verdadeiro museu a céu aberto, com tours guiados que valem como aulas da história argentina.

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Jornalista: Luciane Chiarelli

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