Carnaval de Paranaguá é aberto com homenagem a 18 personalidades e celebra retorno das escolas de samba
Após cinco anos sem desfiles, abertura oficial reúne famílias, resgata memórias e marca a volta das agremiações à Avenida do Samba, na Praça de Eventos do Centro Histórico.
O Carnaval de Paranaguá foi oficialmente aberto neste domingo, dia 15, em uma noite marcada por emoção, memória e reafirmação da identidade cultural do município. A cerimônia teve como destaque a homenagem promovida pela Associação das Escolas de Samba de Paranaguá (AESP) a 18 personalidades que, ao longo das últimas décadas, contribuíram de forma decisiva para a consolidação e fortalecimento do Carnaval parnanguara.
Após as homenagens, o bloco Amigos do Samba assumiu a avenida, levando ritmo e entusiasmo ao público e aquecendo a atmosfera para o desfile das quatro escolas de samba programadas para a mesma noite: Leão da Estradinha, Filhos da Gaviões, Unidos da Ponta do Caju e União da Ilha do Valadares. A apresentação marca o retorno oficial das agremiações à Avenida do Samba após cinco anos sem desfiles, simbolizando a retomada de uma das principais manifestações culturais da cidade.
O prefeito Adriano Ramos destacou o simbolismo da retomada dos desfiles e o compromisso da gestão com a cultura popular. “Hoje não é apenas a abertura de um Carnaval. É a reafirmação de que Paranaguá valoriza sua história e respeita quem construiu essa tradição. Foram cinco anos sem desfile, mas o espírito do nosso povo nunca deixou de existir. O Carnaval é cultura, é identidade e também é desenvolvimento econômico. Investir no Carnaval é investir na nossa gente, nos trabalhadores, nas famílias e no fortalecimento da cidade”, disse.
O prefeito ressaltou ainda que a retomada das escolas representa um novo ciclo. “Esse é o primeiro de muitos. Estamos reconstruindo com diálogo, respeito às agremiações e responsabilidade. O Carnaval de Paranaguá tem história, tem força e continuará sendo um dos maiores do Paraná”.
Homenagem aos que fizeram história
Em painéis carregados pelos carnavalescos da AESP na abertura, foram lembrados nomes como Ezilda Lane, Mestre Eugênio, Eros Gutierrez, Irajá, Gilberto Chaiben, Audileia Ramos, Sérgio P. da Silva, Leleca, Milene Rosa Gomes, Acir Corrêa, Fabiano Bispo, Nilo Monteiro, Dona Vita Bahiana, Antônio Moura, Gerson França, Dicesar Tramujas, Nelson Uberna e Tino Zela — todos reconhecidos por sua dedicação às escolas, à organização e à cultura carnavalesca do município.
O presidente da AESP, Márcio Costa, destacou que o momento simboliza respeito e continuidade. “Nós tivemos a oportunidade de homenagear pessoas do nosso convívio, pessoas que fizeram muito pelo Carnaval. Presidentes de escolas, dirigentes da associação, baianas históricas, fundadores de agremiações. São 18 pessoas que contribuíram para o Carnaval parnanguara. Quiseram nos enterrar, esqueceram que éramos semente. Tentaram sufocar nossa cultura por cinco anos, mas conseguimos resgatar. O Carnaval está aí, na avenida novamente”, afirmou.
Segundo ele, as escolas se prepararam para fazer um grande espetáculo. “São cinco anos sem Carnaval. Todas se esforçaram muito e vão fazer o melhor. Para termos novamente o título de melhor Carnaval do Paraná, o que precisa é isso: avenida cheia, público participando, aquecendo os corações dos nossos carnavalescos”, disse.
Resgate cultural e reencontro das famílias
A vice-prefeita Fabiana Parro definiu a noite como um momento de resgate coletivo. “É um momento muito especial esse resgate do nosso Carnaval. Na sexta-feira, no cortejo, deu para sentir o grito que estava guardado na garganta de todos. Ver as famílias presentes, prestigiando, é emocionante. Essa homenagem aos carnavalescos que já não estão aqui representa nossa história. É um grande resgate da nossa cultura”, afirmou.
Ela também ressaltou que as escolas se prepararam para apresentar o melhor Carnaval do Litoral.
O secretário municipal de Cultura e Turismo, José Reis de Freitas Neto, o Juca, destacou o processo de construção até a retomada dos desfiles. “Foi um processo longo, de muita conversa e respeito. As escolas se esforçaram muito e tenho certeza de que vão fazer um grande show. Vamos fazer história. É o Carnaval que volta com força total”, garantiu.
Cultura e impacto econômico
O secretário de Governo, Thiago Campos, enfatizou o caráter cultural e econômico da festa. “O Carnaval de Paranaguá não morreu e não vai morrer nunca. Enquanto houver pessoas que valorizam a nossa cultura, ele vai existir. É o primeiro Carnaval dessa gestão, o resgate das escolas de samba, e teremos um melhor que o outro”, disse.
Ele também destacou a movimentação financeira gerada pelo evento. “Em anos anteriores, muitas pessoas saíam da cidade para curtir o Carnaval fora e levavam o dinheiro daqui para outros municípios. Agora mantemos esse recurso circulando em Paranaguá e ainda atraímos turistas. Isso movimenta ambulantes, comércio, lanchonetes. O investimento feito aqui retorna para a cidade”, afirmou.
A emoção da corte carnavalesca
O Rei Momo de Paranaguá, Emerson Maurício Dias, carrega cerca de três décadas de avenida. Ele afirmou que a coroação é consequência de uma vida dedicada ao samba.
“A coroa é consequência. Somos apaixonados pelo Carnaval. No Carnaval ninguém é triste, todo mundo é feliz. Ver família, crianças que nunca tinham visto um desfile, isso não tem preço”, disse Emerson.
Já a Rainha do Carnaval, Amanda Cortez, que há 16 anos desfila como rainha de bateria, assumiu pela primeira vez o posto máximo da corte. “É uma responsabilidade muito grande, porque hoje eu levo o nome de todas as escolas. Voltar depois de cinco anos é algo que vai ficar marcado na história”, se emocionou.
Um dos momentos emocionantes foi a despedida da porta-bandeira da AESP, Iara Zamboni, que após 32 anos anunciou aposentadoria do posto. “Foram décadas dedicadas à avenida, à bandeira e à história das agremiações. E não poderia haver momento mais simbólico para anunciar a aposentadoria do posto de porta-bandeira do que justamente neste retorno do Carnaval. As personalidades homenageadas nesta noite deram sangue, tempo e vida à construção do Carnaval parnanguara”, disse.
O mestre-sala da AESP, Júlio César Lacerda, com 40 anos de avenida, também viveu um momento especial: sua mãe, Dona Vita Bahiana, estava entre os homenageados. “O Carnaval foi uma escola para mim e para a minha família”, contou.
Carnaval de todos
Na avenida, o público confirmou o clima de reencontro. Isabele Jacinto, moradora da São Vicente, resumiu: “Ficamos cinco anos sem. Agora está retornando e está muito bom. Melhor impossível”, comemorou.
Wagner Luiz Peixoto da Silva acompanhava a festa ao lado da filha e da tia. “É uma alegria. São muitas gerações juntas. É festa, é povo na rua, Carnaval de toda a gente mesmo”.
A noite segue com o desfile de quatro escolas de samba: Leão da Estradinha, Filhos da Gaviões, Unidos da Ponta do Caju e União da Ilha do Valadares, que retornam à Avenida do Samba com a expectativa de consolidar o resgate de uma das manifestações culturais mais tradicionais do litoral paranaense.
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Após as homenagens, o bloco Amigos do Samba assumiu a avenida, levando ritmo e entusiasmo ao público e aquecendo a atmosfera para o desfile das quatro escolas de samba programadas para a mesma noite: Leão da Estradinha, Filhos da Gaviões, Unidos da Ponta do Caju e União da Ilha do Valadares. A apresentação marca o retorno oficial das agremiações à Avenida do Samba após cinco anos sem desfiles, simbolizando a retomada de uma das principais manifestações culturais da cidade.
O prefeito Adriano Ramos destacou o simbolismo da retomada dos desfiles e o compromisso da gestão com a cultura popular. “Hoje não é apenas a abertura de um Carnaval. É a reafirmação de que Paranaguá valoriza sua história e respeita quem construiu essa tradição. Foram cinco anos sem desfile, mas o espírito do nosso povo nunca deixou de existir. O Carnaval é cultura, é identidade e também é desenvolvimento econômico. Investir no Carnaval é investir na nossa gente, nos trabalhadores, nas famílias e no fortalecimento da cidade”, disse.
O prefeito ressaltou ainda que a retomada das escolas representa um novo ciclo. “Esse é o primeiro de muitos. Estamos reconstruindo com diálogo, respeito às agremiações e responsabilidade. O Carnaval de Paranaguá tem história, tem força e continuará sendo um dos maiores do Paraná”.
Homenagem aos que fizeram história
Em painéis carregados pelos carnavalescos da AESP na abertura, foram lembrados nomes como Ezilda Lane, Mestre Eugênio, Eros Gutierrez, Irajá, Gilberto Chaiben, Audileia Ramos, Sérgio P. da Silva, Leleca, Milene Rosa Gomes, Acir Corrêa, Fabiano Bispo, Nilo Monteiro, Dona Vita Bahiana, Antônio Moura, Gerson França, Dicesar Tramujas, Nelson Uberna e Tino Zela — todos reconhecidos por sua dedicação às escolas, à organização e à cultura carnavalesca do município.
O presidente da AESP, Márcio Costa, destacou que o momento simboliza respeito e continuidade. “Nós tivemos a oportunidade de homenagear pessoas do nosso convívio, pessoas que fizeram muito pelo Carnaval. Presidentes de escolas, dirigentes da associação, baianas históricas, fundadores de agremiações. São 18 pessoas que contribuíram para o Carnaval parnanguara. Quiseram nos enterrar, esqueceram que éramos semente. Tentaram sufocar nossa cultura por cinco anos, mas conseguimos resgatar. O Carnaval está aí, na avenida novamente”, afirmou.
Segundo ele, as escolas se prepararam para fazer um grande espetáculo. “São cinco anos sem Carnaval. Todas se esforçaram muito e vão fazer o melhor. Para termos novamente o título de melhor Carnaval do Paraná, o que precisa é isso: avenida cheia, público participando, aquecendo os corações dos nossos carnavalescos”, disse.
Resgate cultural e reencontro das famílias
A vice-prefeita Fabiana Parro definiu a noite como um momento de resgate coletivo. “É um momento muito especial esse resgate do nosso Carnaval. Na sexta-feira, no cortejo, deu para sentir o grito que estava guardado na garganta de todos. Ver as famílias presentes, prestigiando, é emocionante. Essa homenagem aos carnavalescos que já não estão aqui representa nossa história. É um grande resgate da nossa cultura”, afirmou.
Ela também ressaltou que as escolas se prepararam para apresentar o melhor Carnaval do Litoral.
O secretário municipal de Cultura e Turismo, José Reis de Freitas Neto, o Juca, destacou o processo de construção até a retomada dos desfiles. “Foi um processo longo, de muita conversa e respeito. As escolas se esforçaram muito e tenho certeza de que vão fazer um grande show. Vamos fazer história. É o Carnaval que volta com força total”, garantiu.
Cultura e impacto econômico
O secretário de Governo, Thiago Campos, enfatizou o caráter cultural e econômico da festa. “O Carnaval de Paranaguá não morreu e não vai morrer nunca. Enquanto houver pessoas que valorizam a nossa cultura, ele vai existir. É o primeiro Carnaval dessa gestão, o resgate das escolas de samba, e teremos um melhor que o outro”, disse.
Ele também destacou a movimentação financeira gerada pelo evento. “Em anos anteriores, muitas pessoas saíam da cidade para curtir o Carnaval fora e levavam o dinheiro daqui para outros municípios. Agora mantemos esse recurso circulando em Paranaguá e ainda atraímos turistas. Isso movimenta ambulantes, comércio, lanchonetes. O investimento feito aqui retorna para a cidade”, afirmou.
A emoção da corte carnavalesca
O Rei Momo de Paranaguá, Emerson Maurício Dias, carrega cerca de três décadas de avenida. Ele afirmou que a coroação é consequência de uma vida dedicada ao samba.
“A coroa é consequência. Somos apaixonados pelo Carnaval. No Carnaval ninguém é triste, todo mundo é feliz. Ver família, crianças que nunca tinham visto um desfile, isso não tem preço”, disse Emerson.
Já a Rainha do Carnaval, Amanda Cortez, que há 16 anos desfila como rainha de bateria, assumiu pela primeira vez o posto máximo da corte. “É uma responsabilidade muito grande, porque hoje eu levo o nome de todas as escolas. Voltar depois de cinco anos é algo que vai ficar marcado na história”, se emocionou.
Um dos momentos emocionantes foi a despedida da porta-bandeira da AESP, Iara Zamboni, que após 32 anos anunciou aposentadoria do posto. “Foram décadas dedicadas à avenida, à bandeira e à história das agremiações. E não poderia haver momento mais simbólico para anunciar a aposentadoria do posto de porta-bandeira do que justamente neste retorno do Carnaval. As personalidades homenageadas nesta noite deram sangue, tempo e vida à construção do Carnaval parnanguara”, disse.
O mestre-sala da AESP, Júlio César Lacerda, com 40 anos de avenida, também viveu um momento especial: sua mãe, Dona Vita Bahiana, estava entre os homenageados. “O Carnaval foi uma escola para mim e para a minha família”, contou.
Carnaval de todos
Na avenida, o público confirmou o clima de reencontro. Isabele Jacinto, moradora da São Vicente, resumiu: “Ficamos cinco anos sem. Agora está retornando e está muito bom. Melhor impossível”, comemorou.
Wagner Luiz Peixoto da Silva acompanhava a festa ao lado da filha e da tia. “É uma alegria. São muitas gerações juntas. É festa, é povo na rua, Carnaval de toda a gente mesmo”.
A noite segue com o desfile de quatro escolas de samba: Leão da Estradinha, Filhos da Gaviões, Unidos da Ponta do Caju e União da Ilha do Valadares, que retornam à Avenida do Samba com a expectativa de consolidar o resgate de uma das manifestações culturais mais tradicionais do litoral paranaense.
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