Muralha Digital amplia capacidade de monitoramento e reforça atuação preventiva em Paranaguá
Estrutura conta com 659 câmeras de alta tecnologia, monitoramento 24 horas e integração com forças de segurança estaduais e federais
A Prefeitura de Paranaguá ampliou de forma significativa a estrutura da Muralha Digital, sistema de videomonitoramento que passou de 100 câmeras para 659 equipamentos de alta tecnologia distribuídos em pontos estratégicos do município. A expansão representa não apenas aumento da cobertura, mas também redução expressiva de custos e fortalecimento da política de prevenção.
O sistema anterior demandava investimento anual de R$ 3,75 milhões - o equivalente a R$ 37,5 mil por câmera/ano. Com a nova estrutura, o custo anual é de R$ 4,64 milhões, cerca de R$ 7,04 mil por câmera/ano, uma redução de 81% no custo unitário, ao mesmo tempo em que amplia em mais de seis vezes o número de equipamentos.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança, todas as 659 câmeras estão operantes. O monitoramento ocorre 24 horas por dia, com seis servidores por plantão e um total de 28 Guardas Civis Municipais atuando na central, que agora funciona no prédio da Polícia Federal, garantindo estrutura mais adequada e integração direta com forças de segurança.
Tecnologia voltada à prevenção
Entre as funcionalidades implementadas estão reconhecimento facial para identificação de suspeitos ou pessoas desaparecidas, leitura automática de placas (OCR) para localizar veículos furtados ou irregulares, detecção de movimentos e comportamentos suspeitos e análise inteligente de vídeo com processamento local, permitindo respostas em tempo real.
De acordo com o subsecretário de Segurança, Elton Luiz Neves Silva, o sistema tem sido utilizado de forma recorrente nas abordagens e no apoio às equipes em campo. “São centenas de situações em que utilizamos as câmeras para identificar e abordar pessoas. Muitas vezes fazemos o acompanhamento em tempo real e direcionamos a equipe para a verificação”, afirmou.
Ele ressalta, porém, que nem todas as abordagens resultam em encaminhamento formal, o que dificulta a mensuração objetiva de ocorrências exclusivamente vinculadas ao uso das imagens. “Há situações em que acompanhamos um suspeito, fazemos a abordagem, mas não encontramos nada que configure crime. Nesses casos, não há registro que vincule diretamente ao uso da câmera”, explicou.
A proposta central do sistema, segundo a gestão, é justamente ampliar a capacidade de atuação preventiva, identificando padrões e situações suspeitas antes que delitos ocorram.
Cobertura ampliada em áreas estratégicas
A nova rede passou a contemplar locais que antes não contavam com vigilância integral, como o Terminal Urbano e o Terminal Rodoviário. A maior concentração de equipamentos está na região central, critério definido pela maior circulação de pessoas e concentração de próprios públicos.
A proteção foi estendida à rede municipal de ensino, com 124 câmeras de reconhecimento facial instaladas em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Após a implantação dos equipamentos em unidades como a Escola Leôncio Corrêa, no Jardim Araçá, e a Escola Takeshi Oishi, no Parque Awaji, a Secretaria aponta que os casos de vandalismo nas escolas monitoradas caíram a zero.
O sistema também contempla a Praça de Eventos do Centro Histórico, Praça Thomas Sheehan, no Rocio, Praça Portugal, Hospital Regional do Litoral, ginásios esportivos, complexos comunitários, trapiches da Ilha do Mel (Encantadas e Brasília), além das principais avenidas e áreas comerciais.
Apoio a investigações e prisões
Embora não haja levantamento consolidado que quantifique exatamente quantos crimes foram solucionados exclusivamente com auxílio das câmeras, há registros de casos recentes em que o monitoramento foi decisivo.
Entre eles, a identificação do autor de furto de celulares em loja da região central. A partir das imagens, foi possível acompanhar o trajeto do suspeito até o Terminal Urbano, identificar o ônibus utilizado e realizar a abordagem no bairro Porto Seguro.
Também houve identificação de autor de furto de bicicleta na área central, com recuperação do bem, além da identificação do condutor envolvido no atropelamento de um cachorro na Ilha dos Valadares, após repercussão nas redes sociais, com auxílio da leitura de placas.
“Já houve prisões em flagrante decorrentes do monitoramento, embora o sistema de registro de boletins não detalhe de forma específica quando a ocorrência contou com apoio das imagens”, informou o subsecretário.
A Muralha Digital mantém cooperação com a Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio de acesso autorizado às imagens, e está conectada a bancos de dados estaduais e federais, ampliando a capacidade de identificação de veículos e pessoas com restrições.
Atuação integrada da Guarda Civil Municipal
O fortalecimento da estrutura tecnológica dialoga com a atuação ampliada da Guarda Civil Municipal. De acordo com relatório da Secretaria Municipal de Segurança, em 2025 foram registrados 4.162 boletins de ocorrência, 20 prisões por furto, 33 por tráfico de entorpecentes, 14 veículos recuperados e 404 apoios a outros órgãos e instituições.
O documento também aponta 1.478 ações da Patrulha Maria da Penha, 1.151 ações da Patrulha Escolar presencial e 191 ações da Patrulha Marítima, evidenciando atuação preventiva e estratégica em diferentes frentes.
A ampliação estrutural e tecnológica da Muralha Digital, segundo a Administração Municipal, integra esse conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública, com foco na prevenção, na integração institucional e na proteção dos espaços públicos e da população.
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O sistema anterior demandava investimento anual de R$ 3,75 milhões - o equivalente a R$ 37,5 mil por câmera/ano. Com a nova estrutura, o custo anual é de R$ 4,64 milhões, cerca de R$ 7,04 mil por câmera/ano, uma redução de 81% no custo unitário, ao mesmo tempo em que amplia em mais de seis vezes o número de equipamentos.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança, todas as 659 câmeras estão operantes. O monitoramento ocorre 24 horas por dia, com seis servidores por plantão e um total de 28 Guardas Civis Municipais atuando na central, que agora funciona no prédio da Polícia Federal, garantindo estrutura mais adequada e integração direta com forças de segurança.
Tecnologia voltada à prevenção
Entre as funcionalidades implementadas estão reconhecimento facial para identificação de suspeitos ou pessoas desaparecidas, leitura automática de placas (OCR) para localizar veículos furtados ou irregulares, detecção de movimentos e comportamentos suspeitos e análise inteligente de vídeo com processamento local, permitindo respostas em tempo real.
De acordo com o subsecretário de Segurança, Elton Luiz Neves Silva, o sistema tem sido utilizado de forma recorrente nas abordagens e no apoio às equipes em campo. “São centenas de situações em que utilizamos as câmeras para identificar e abordar pessoas. Muitas vezes fazemos o acompanhamento em tempo real e direcionamos a equipe para a verificação”, afirmou.
Ele ressalta, porém, que nem todas as abordagens resultam em encaminhamento formal, o que dificulta a mensuração objetiva de ocorrências exclusivamente vinculadas ao uso das imagens. “Há situações em que acompanhamos um suspeito, fazemos a abordagem, mas não encontramos nada que configure crime. Nesses casos, não há registro que vincule diretamente ao uso da câmera”, explicou.
A proposta central do sistema, segundo a gestão, é justamente ampliar a capacidade de atuação preventiva, identificando padrões e situações suspeitas antes que delitos ocorram.
Cobertura ampliada em áreas estratégicas
A nova rede passou a contemplar locais que antes não contavam com vigilância integral, como o Terminal Urbano e o Terminal Rodoviário. A maior concentração de equipamentos está na região central, critério definido pela maior circulação de pessoas e concentração de próprios públicos.
A proteção foi estendida à rede municipal de ensino, com 124 câmeras de reconhecimento facial instaladas em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Após a implantação dos equipamentos em unidades como a Escola Leôncio Corrêa, no Jardim Araçá, e a Escola Takeshi Oishi, no Parque Awaji, a Secretaria aponta que os casos de vandalismo nas escolas monitoradas caíram a zero.
O sistema também contempla a Praça de Eventos do Centro Histórico, Praça Thomas Sheehan, no Rocio, Praça Portugal, Hospital Regional do Litoral, ginásios esportivos, complexos comunitários, trapiches da Ilha do Mel (Encantadas e Brasília), além das principais avenidas e áreas comerciais.
Apoio a investigações e prisões
Embora não haja levantamento consolidado que quantifique exatamente quantos crimes foram solucionados exclusivamente com auxílio das câmeras, há registros de casos recentes em que o monitoramento foi decisivo.
Entre eles, a identificação do autor de furto de celulares em loja da região central. A partir das imagens, foi possível acompanhar o trajeto do suspeito até o Terminal Urbano, identificar o ônibus utilizado e realizar a abordagem no bairro Porto Seguro.
Também houve identificação de autor de furto de bicicleta na área central, com recuperação do bem, além da identificação do condutor envolvido no atropelamento de um cachorro na Ilha dos Valadares, após repercussão nas redes sociais, com auxílio da leitura de placas.
“Já houve prisões em flagrante decorrentes do monitoramento, embora o sistema de registro de boletins não detalhe de forma específica quando a ocorrência contou com apoio das imagens”, informou o subsecretário.
A Muralha Digital mantém cooperação com a Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio de acesso autorizado às imagens, e está conectada a bancos de dados estaduais e federais, ampliando a capacidade de identificação de veículos e pessoas com restrições.
Atuação integrada da Guarda Civil Municipal
O fortalecimento da estrutura tecnológica dialoga com a atuação ampliada da Guarda Civil Municipal. De acordo com relatório da Secretaria Municipal de Segurança, em 2025 foram registrados 4.162 boletins de ocorrência, 20 prisões por furto, 33 por tráfico de entorpecentes, 14 veículos recuperados e 404 apoios a outros órgãos e instituições.
O documento também aponta 1.478 ações da Patrulha Maria da Penha, 1.151 ações da Patrulha Escolar presencial e 191 ações da Patrulha Marítima, evidenciando atuação preventiva e estratégica em diferentes frentes.
A ampliação estrutural e tecnológica da Muralha Digital, segundo a Administração Municipal, integra esse conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública, com foco na prevenção, na integração institucional e na proteção dos espaços públicos e da população.
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