Prefeitura realiza 12.ª Feira de Adoção e reforça compromisso com a causa animal

Evento promovido no Canil Municipal do Aeroparque destaca adoção responsável, consultas veterinárias gratuitas e fim da fila de castrações no município.

A Prefeitura de Paranaguá realizou no sábado, dia 28, a 12.ª edição da Feira de Adoção de Animais no Canil Municipal do Aeroparque. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsu), responsável pelo resgate, acolhimento e destinação dos animais abandonados ou vítimas de maus-tratos.

De acordo com a secretária da pasta, Chris Rosa, que assumiu a causa animal em 15 de fevereiro de 2025, as feiras passaram a acontecer mensalmente com o objetivo de ampliar as oportunidades de adoção e abrir espaço para novos resgates.

“Desde que assumi a causa animal em fevereiro do ano passado, todos os meses estamos realizando feira de adoção para que as pessoas possam vir ao canil municipal, adotar os animais e assim possamos abrir mais espaço para resgatar mais e mais animais”, destacou a secretária.

A secretária reforça que adotar um animal exige responsabilidade e planejamento.

“É um compromisso a longo prazo. Um animal vive, em média, 14 anos. Envolve custos com ração, possíveis tratamentos de saúde, dedicação de tempo e um espaço adequado, protegido do sol e da chuva. Não pode ficar acorrentado 24 horas por dia. Precisa de água limpa, local higienizado e atenção. Negligenciar também é maus-tratos”, reforça.

Chris Rosa também ressaltou os avanços alcançados na gestão. “O município dispõe de consultas veterinárias gratuitas. Os animais saem vacinados, desverminados e com a castração garantida. Quando assumi, havia mais de um ano de atraso nos processos de castração. Hoje conseguimos deixar tudo em dia”, diz a secretária.

Segundo a secretária, o município atua rigorosamente diante de denúncias de maus-tratos.

“Quando recebemos denúncia, vamos até o local. Se identificarmos maus-tratos ou negligência em animal adotado pela secretaria, o tutor é responsabilizado criminalmente. Registramos boletim de ocorrência, a Polícia Civil dá sequência e o tutor é multado, além de recolhermos o animal”, explica.

Ela afirma, porém, que até o momento não houve necessidade de recolher animais adotados por negligência.

Outro ponto destacado é a necessidade de compreensão durante o período de adaptação do animal ao novo lar.

“Já aconteceu de a pessoa adotar por emoção e depois querer devolver porque o animal está chorando ou não se adaptou. O animal precisa de tempo para se acostumar ao novo ambiente. Não é um objeto ou um ursinho de pelúcia.”

Triagem e cuidados veterinários

A médica veterinária da Semsu, Giovana Bonatto, explicou que todos os animais passam por avaliação clínica antes de serem disponibilizados para adoção.

“Eles são avaliados clinicamente. Se necessário, são encaminhados para exames ou internação. São testados, vacinados, desverminados e castrados. Existe toda uma triagem até que estejam aptos para adoção.”

Ela reforça que o tutor deve estar preparado para assumir a responsabilidade integral pelo animal.

“É um compromisso para a vida toda. Pode exigir internação, medicação, manter vacinação em dia. Eventualmente ele pode ficar doente. É uma vida que passa a fazer parte da família”, diz a profissional.

A Prefeitura garante acompanhamento e suporte aos animais resgatados e adotados.

“Nos comprometemos para que eles estejam aptos à adoção, saudáveis, com protocolo de vacina iniciado e vermífugo em dia. Se eventualmente acontecer alguma situação, oferecemos assistência e consulta gratuita por esse período”, declara.

A Feira de Adoção reforça o compromisso do município com a causa animal e busca conscientizar a população sobre a importância da adoção responsável.

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