Laços de Amor e Cuidado: Projeto na UBS de Alexandra une mães, filhas e comunidade no pré-natal
Iniciativa fortalece vínculos, amplia o acesso à informação e transforma o acompanhamento gestacional em um espaço de acolhimento e aprendizado coletivo
O pré-natal é um direito e uma garantia de saúde para a gestante e o bebê, mas, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Elias Borges Neto, no distrito de Alexandra, ele se transformou também em um espaço de acolhimento, aprendizado compartilhado e fortalecimento de vínculos familiares.
Em seu terceiro encontro voltado para gestantes e puérperas, o projeto local tem atraído a comunidade e gerado histórias emocionantes, como a de mãe e filha que vivenciam a gestação ao mesmo tempo.
Uma gestação compartilhada: amor de mãe e filha
Entre as participantes do encontro, uma história chamou a atenção de quem estava presente. Juliana Aparecida de Carvalho, mãe de quatro filhos, descobriu que estava grávida do seu quinto bebê ao mesmo tempo em que sua filha, Adrielle Aparecida Martins, de 17 anos, engravidou pela primeira vez.
“Para mim, está sendo maravilhosa a experiência. Eu queria tanto um netinho, aí Deus me concedeu um bebê e depois um netinho. Não esperava engravidar de novo — minha filha mais nova já tem seis anos —, mas Papai do Céu nos abençoou com mais dois bebês”, celebrou Juliana.
Mesmo já sendo mãe experiente, Juliana destacou a importância de participar das capacitações na unidade. “Aprendi bem mais coisas que eu não sabia, até a tirar a roupa [do bebê] por baixo eu não sabia. Gostei muito”, afirmou.
Para a jovem Adrielle, que inicia suas consultas de pré-natal nesta semana, a experiência de ter o suporte da mãe e da equipe de saúde traz segurança. “Achei a reunião muito legal e interessante, eles explicaram super bem. O que mais me chamou a atenção foi a explicação sobre como agir no caso de engasgo do bebê”, contou a adolescente, emocionada por compartilhar a gestação com a mãe.
A iniciativa dos cursos e capacitações nasceu do envolvimento da equipe com o programa federal Mais Saúde com a Gente. À frente das orientações na localidade está a enfermeira Janaína Leocádia Ramos, responsável técnica (RT) da unidade de Alexandra, que une a paixão pela enfermagem obstétrica com a necessidade de criar uma rede de apoio real para as mulheres da região.
“Na consulta de pré-natal, muitas vezes não temos tempo para passar todas as orientações. O grupo desperta a curiosidade e elas trazem as dúvidas para o consultório. Isso aproxima as mães entre si e também da unidade”, explica Janaína.
O projeto deu tão certo que os laços se estendem para além das salas de reunião. A equipe liderada por Janaína criou um grupo de comunicação direta com as gestantes para compartilhar novidades, como a nova carteirinha digital da gestante lançada pelo Ministério da Saúde.
Acompanhamento pós-parto e medicina preventiva
Após o nascimento dos bebês, as mães continuam integradas ao grupo, enviando fotos dos recém-nascidos e convidando a equipe de saúde até mesmo para chás de bebê.
O corpo clínico da unidade reforça que o foco principal do projeto é a medicina preventiva. O médico da UBS, Dr. Jefferson Henrique de Lima, ressalta que o comparecimento às consultas e reuniões é essencial para garantir uma gestação segura. “O pré-natal salva vidas e evita complicações tanto para o bebê quanto para a mãe. Isso é comprovado cientificamente”, afirma.
Durante os encontros, uma equipe multidisciplinar — composta por médicos, equipe de enfermagem, farmacêuticas e assistentes sociais — aborda temas fundamentais, como o uso correto de vitaminas, a realização de no mínimo seis consultas, o manejo de riscos no pós-parto, técnicas de amamentação e a manobra de desengasgo em bebês. O objetivo é evitar a prematuridade e diagnosticar precocemente condições como diabetes gestacional e hipertensão.
De acordo com o supervisor da Unidade Básica de Alexandra, Jean Objawa, o planejamento do projeto é de longo prazo. A meta não é apenas monitorar a gravidez, mas garantir que as crianças permaneçam vinculadas aos cuidados da UBS nos primeiros meses de vida.
“A ideia do projeto é que a gente consiga fazer o acompanhamento até que as crianças tenham pelo menos seis meses, quando começa a introdução alimentar. Quanto mais conseguirmos manter essas crianças sendo acompanhadas pelos profissionais da área, melhor para elas e para a comunidade”, finaliza.
Com salas cheias e a participação ativa da comunidade, a equipe de saúde de Alexandra demonstra que a saúde pública se faz com técnica, mas, acima de tudo, com afeto e proximidade.
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Em seu terceiro encontro voltado para gestantes e puérperas, o projeto local tem atraído a comunidade e gerado histórias emocionantes, como a de mãe e filha que vivenciam a gestação ao mesmo tempo.
Uma gestação compartilhada: amor de mãe e filha
Entre as participantes do encontro, uma história chamou a atenção de quem estava presente. Juliana Aparecida de Carvalho, mãe de quatro filhos, descobriu que estava grávida do seu quinto bebê ao mesmo tempo em que sua filha, Adrielle Aparecida Martins, de 17 anos, engravidou pela primeira vez.
“Para mim, está sendo maravilhosa a experiência. Eu queria tanto um netinho, aí Deus me concedeu um bebê e depois um netinho. Não esperava engravidar de novo — minha filha mais nova já tem seis anos —, mas Papai do Céu nos abençoou com mais dois bebês”, celebrou Juliana.
Mesmo já sendo mãe experiente, Juliana destacou a importância de participar das capacitações na unidade. “Aprendi bem mais coisas que eu não sabia, até a tirar a roupa [do bebê] por baixo eu não sabia. Gostei muito”, afirmou.
Para a jovem Adrielle, que inicia suas consultas de pré-natal nesta semana, a experiência de ter o suporte da mãe e da equipe de saúde traz segurança. “Achei a reunião muito legal e interessante, eles explicaram super bem. O que mais me chamou a atenção foi a explicação sobre como agir no caso de engasgo do bebê”, contou a adolescente, emocionada por compartilhar a gestação com a mãe.
A iniciativa dos cursos e capacitações nasceu do envolvimento da equipe com o programa federal Mais Saúde com a Gente. À frente das orientações na localidade está a enfermeira Janaína Leocádia Ramos, responsável técnica (RT) da unidade de Alexandra, que une a paixão pela enfermagem obstétrica com a necessidade de criar uma rede de apoio real para as mulheres da região.
“Na consulta de pré-natal, muitas vezes não temos tempo para passar todas as orientações. O grupo desperta a curiosidade e elas trazem as dúvidas para o consultório. Isso aproxima as mães entre si e também da unidade”, explica Janaína.
O projeto deu tão certo que os laços se estendem para além das salas de reunião. A equipe liderada por Janaína criou um grupo de comunicação direta com as gestantes para compartilhar novidades, como a nova carteirinha digital da gestante lançada pelo Ministério da Saúde.
Acompanhamento pós-parto e medicina preventiva
Após o nascimento dos bebês, as mães continuam integradas ao grupo, enviando fotos dos recém-nascidos e convidando a equipe de saúde até mesmo para chás de bebê.
O corpo clínico da unidade reforça que o foco principal do projeto é a medicina preventiva. O médico da UBS, Dr. Jefferson Henrique de Lima, ressalta que o comparecimento às consultas e reuniões é essencial para garantir uma gestação segura. “O pré-natal salva vidas e evita complicações tanto para o bebê quanto para a mãe. Isso é comprovado cientificamente”, afirma.
Durante os encontros, uma equipe multidisciplinar — composta por médicos, equipe de enfermagem, farmacêuticas e assistentes sociais — aborda temas fundamentais, como o uso correto de vitaminas, a realização de no mínimo seis consultas, o manejo de riscos no pós-parto, técnicas de amamentação e a manobra de desengasgo em bebês. O objetivo é evitar a prematuridade e diagnosticar precocemente condições como diabetes gestacional e hipertensão.
De acordo com o supervisor da Unidade Básica de Alexandra, Jean Objawa, o planejamento do projeto é de longo prazo. A meta não é apenas monitorar a gravidez, mas garantir que as crianças permaneçam vinculadas aos cuidados da UBS nos primeiros meses de vida.
“A ideia do projeto é que a gente consiga fazer o acompanhamento até que as crianças tenham pelo menos seis meses, quando começa a introdução alimentar. Quanto mais conseguirmos manter essas crianças sendo acompanhadas pelos profissionais da área, melhor para elas e para a comunidade”, finaliza.
Com salas cheias e a participação ativa da comunidade, a equipe de saúde de Alexandra demonstra que a saúde pública se faz com técnica, mas, acima de tudo, com afeto e proximidade.
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