Ação Itinerante leva atendimento médico e conscientização às Ilhas de Paranaguá
O projeto atende mensalmente entre 200 e 300 pessoas
Uma força-tarefa da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), em parceria com as forças de segurança pública, levou uma estrutura completa de atendimento médico, exames e palestras de conscientização aos moradores das comunidades marítimas de Paranaguá.
A ação itinerante desta semana teve como foco a Ilha do Teixeira, integrando os cuidados com a saúde física aos debates essenciais da campanha Maio Laranja, voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Para uma população estimada entre 1.600 e 1.700 habitantes, distribuída por sete ilhas da região (incluindo Amparo, Piaçaguera, Europinha, Teixeira e Ponta de Ubá), a chegada da equipe representa a garantia de direitos básicos.
Segundo Viviane Malakias, enfermeira da equipe marítima, o projeto atende mensalmente entre 200 e 300 pessoas.
"Os atendimentos visam a promoção da saúde, a compreensão e, principalmente, o acesso para quem está distante. Quando a pessoa não pode ir até o atendimento, o atendimento vem até ela", destaca a enfermeira.
Durante a ação, os moradores contaram com consultas médicas, aplicação de vacinas, testes rápidos e coleta de preventivos (citopatológico). Para Dona Vera Lúcia, moradora na Ilha do Teixeira que aguardava a consulta, a iniciativa facilita a rotina da comunidade. "Acho bom, porque a gente não precisa ir para a cidade. Fazer exame lá é difícil para a gente", relatou.
Quebrando o silêncio
Além dos serviços clínicos, o grande diferencial da ação na Ilha do Teixeira foi a abordagem direta de temas complexos de segurança e direitos humanos. Em comunidades isoladas, práticas de violência e casamentos prematuros muitas vezes acabam sendo normalizados pela falta de informação.
A cabo Renata Mendes Passos Venâncio, da Polícia Militar, ressaltou o papel da corporação em desmistificar essas situações. "Para nós, é muito importante chegar nesses locais onde o morador tem a sensação de estar abandonado, e trazer informações. Viemos conscientizar de que, conforme o ECA, eles podem denunciar e têm o direito de estudar, ter infância e lazer", explicou a policial.
A investigadora da Polícia Civil, Simone Moraes, alertou para o fato de que o abuso muitas vezes ocorre de forma velada, sem o uso de força física imediata, o que confunde as vítimas. Ela reforçou que traumas de infância podem e devem ser denunciados mesmo anos mais tarde.
"Temos investigações de jovens hoje com 18 anos que foram abusados na infância. Essa denúncia abre caminhos para a investigação e evita que o agressor faça novas vítimas", pontuou Simone, orientando também que a vizinhança fique atenta a comportamentos suspeitos.
A mobilização conjunta reforça que a proteção infantojuvenil deve alcançar todos os territórios do município.
Patrícia Ramos, primeira-dama de Paranaguá, também integrante da ação, expressou o sentimento de dever cumprido ao levar as palestras para os pais e crianças da ilha. "O cuidado com a criança precisa ser lembrado em todos os cantos da nossa cidade. Prevenção sempre é o melhor remédio, no sentido emocional e físico”, ressaltou a primeira-dama.
A moradora Elizabeth Bahia Godoy Melo endossou a importância das palestras paralelas aos exames: "Maravilhoso, perfeito. Ajuda muito a prevenir com informação", destacou.
As autoridades locais reforçaram os canais seguros e anônimos para a população registrar denúncias de violência ou abuso contra menores:
Disque 100: Canal nacional, gratuito e totalmente anônimo para denúncias de violações de direitos humanos e violência sexual infantil.
190 (Polícia Militar): Indicado para situações de emergência ou flagrantes, com o suporte da Patrulha Costeira na região das ilhas.
Canais Locais: Delegacia da Polícia Civil (para registro de Boletins de Ocorrência) e o Conselho Tutelar, que atua junto ao Ministério Público para garantir a proteção e o sigilo da identidade do denunciante.
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A ação itinerante desta semana teve como foco a Ilha do Teixeira, integrando os cuidados com a saúde física aos debates essenciais da campanha Maio Laranja, voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Para uma população estimada entre 1.600 e 1.700 habitantes, distribuída por sete ilhas da região (incluindo Amparo, Piaçaguera, Europinha, Teixeira e Ponta de Ubá), a chegada da equipe representa a garantia de direitos básicos.
Segundo Viviane Malakias, enfermeira da equipe marítima, o projeto atende mensalmente entre 200 e 300 pessoas.
"Os atendimentos visam a promoção da saúde, a compreensão e, principalmente, o acesso para quem está distante. Quando a pessoa não pode ir até o atendimento, o atendimento vem até ela", destaca a enfermeira.
Durante a ação, os moradores contaram com consultas médicas, aplicação de vacinas, testes rápidos e coleta de preventivos (citopatológico). Para Dona Vera Lúcia, moradora na Ilha do Teixeira que aguardava a consulta, a iniciativa facilita a rotina da comunidade. "Acho bom, porque a gente não precisa ir para a cidade. Fazer exame lá é difícil para a gente", relatou.
Quebrando o silêncio
Além dos serviços clínicos, o grande diferencial da ação na Ilha do Teixeira foi a abordagem direta de temas complexos de segurança e direitos humanos. Em comunidades isoladas, práticas de violência e casamentos prematuros muitas vezes acabam sendo normalizados pela falta de informação.
A cabo Renata Mendes Passos Venâncio, da Polícia Militar, ressaltou o papel da corporação em desmistificar essas situações. "Para nós, é muito importante chegar nesses locais onde o morador tem a sensação de estar abandonado, e trazer informações. Viemos conscientizar de que, conforme o ECA, eles podem denunciar e têm o direito de estudar, ter infância e lazer", explicou a policial.
A investigadora da Polícia Civil, Simone Moraes, alertou para o fato de que o abuso muitas vezes ocorre de forma velada, sem o uso de força física imediata, o que confunde as vítimas. Ela reforçou que traumas de infância podem e devem ser denunciados mesmo anos mais tarde.
"Temos investigações de jovens hoje com 18 anos que foram abusados na infância. Essa denúncia abre caminhos para a investigação e evita que o agressor faça novas vítimas", pontuou Simone, orientando também que a vizinhança fique atenta a comportamentos suspeitos.
A mobilização conjunta reforça que a proteção infantojuvenil deve alcançar todos os territórios do município.
Patrícia Ramos, primeira-dama de Paranaguá, também integrante da ação, expressou o sentimento de dever cumprido ao levar as palestras para os pais e crianças da ilha. "O cuidado com a criança precisa ser lembrado em todos os cantos da nossa cidade. Prevenção sempre é o melhor remédio, no sentido emocional e físico”, ressaltou a primeira-dama.
A moradora Elizabeth Bahia Godoy Melo endossou a importância das palestras paralelas aos exames: "Maravilhoso, perfeito. Ajuda muito a prevenir com informação", destacou.
As autoridades locais reforçaram os canais seguros e anônimos para a população registrar denúncias de violência ou abuso contra menores:
Disque 100: Canal nacional, gratuito e totalmente anônimo para denúncias de violações de direitos humanos e violência sexual infantil.
190 (Polícia Militar): Indicado para situações de emergência ou flagrantes, com o suporte da Patrulha Costeira na região das ilhas.
Canais Locais: Delegacia da Polícia Civil (para registro de Boletins de Ocorrência) e o Conselho Tutelar, que atua junto ao Ministério Público para garantir a proteção e o sigilo da identidade do denunciante.
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