Jiu-jítsu inclusivo atende cerca de 50 crianças com deficiência em Paranaguá

Projeto social realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Inclusão oferece aulas semanais para participantes de 6 a 16 anos, com atividades adaptadas às necessidades individuais. Relatos de mães mostram mudanças na rotina escolar, na convivência e na interação dos filhos


Cerca de 50 crianças e adolescentes de 6 a 16 anos com deficiência, participam das aulas de jiu-jítsu inclusivo realizadas em Paranaguá. A iniciativa é desenvolvida em parceria com o projeto social Juninho Pitbull e a Secretaria Municipal de Inclusão, da Prefeitura de Paranaguá, nas dependências da secretaria, às terças-feiras, nos períodos da manhã e da tarde.

Iniciado em março de 2025, o projeto utiliza o esporte para estimular habilidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais. As atividades respeitam as características de cada participante e são conduzidas pelos professores Robert, Juliane e Gabriel, que tem deficiência auditiva e já participou de campeonatos relacionados à inclusão.

Segundo o secretário municipal de Inclusão, Halleson Ricardo Stieglitz, as aulas trabalham o respeito às diferenças e a convivência no jiu-jítsu inclusivo atende cerca de 50 crianças com deficiência em Paranaguá

Projeto social realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Inclusão oferece aulas semanais para participantes de 6 a 16 anos, com atividades adaptadas às necessidades individuais. Relatos de mães mostram mudanças na rotina escolar, na convivência e na interação dos filhos.

Cerca de 50 crianças e adolescentes com deficiência, de 6 a 16 anos, participam das aulas de jiu-jítsu inclusivo realizadas em Paranaguá. A iniciativa é desenvolvida em parceria com o projeto social Juninho Pitbull e a Secretaria Municipal de Inclusão, nas dependências da secretaria, às terças-feiras, nos períodos da manhã e da tarde.

Iniciado em março de 2025, o projeto utiliza o esporte para estimular habilidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais. As atividades respeitam as características de cada participante e são conduzidas pelos professores Robert, Juliane e Gabriel, que tem deficiência auditiva e já participou de campeonatos relacionados à inclusão.

Segundo o secretário municipal de Inclusão, Halleson Ricardo Stieglitz, as aulas trabalham o respeito às diferenças e a convivência entre os participantes.

“O jiu-jítsu inclusivo respeita os limites e a individualidade de cada pessoa e realizado em parceria com a secretaria de Esportes e Juventude. Por meio do esporte e das brincadeiras, as crianças desenvolvem a consciência corporal, aprendem a interagir com os colegas e encontram novas formas de participar das atividades”, explica.

Os resultados também são percebidos pelas famílias. Viviane Barcelos Polidoro, mãe de Natália, de 12 anos, relata que a filha enfrentou dificuldades para permanecer em sala de aula e passou por três escolas. Após ingressar no projeto, a menina apresentou mudanças na rotina escolar, fez amigos e começou a participar de competições de jiu-jítsu.

“Em julho completou um ano de projeto e um ano que ela conseguiu entrar e permanecer na sala de aula! Hoje já consigo apenas deixá-la no portão da escola, um marco para nós”, conta Viviane. Segundo ela, a filha passou a estudar regularmente e desenvolveu maior autonomia, além de encontrar no esporte uma atividade de que gosta.

A experiência também é destacada por Sandra Regina dos Reis Santos, mãe de Igor Fernando, que participa das atividades. Ela relata que o filho apresentava grande sensibilidade ao contato físico e que, com o trabalho desenvolvido no projeto, passou a aceitar aproximações e demonstrações de afeto.

“Hoje em dia, a gente já pode encostar nele, já pode abraçar. A evolução do Igor em dois anos para cá é inacreditável”, afirma Sandra. Para ela, a possibilidade de ver o filho interagindo fisicamente com outras crianças durante os treinos representa uma mudança importante para toda a família.

A proposta do jiu-jítsu inclusivo considera as particularidades de crianças e adolescentes com sensibilidade ao toque e à proximidade física. Os exercícios são desenvolvidos de forma gradual, respeitando o ritmo e as necessidades de cada aluno, sem estabelecer a competição como objetivo obrigatório.

Como participar

As aulas acontecem às terças-feiras, na Secretaria Municipal de Inclusão. Para solicitar a inscrição, os responsáveis devem comparecer à secretaria com os seguintes documentos:

Laudo médico da criança ou do adolescente;

Documento de identificação do participante;

Documento de identificação do responsável;

Comprovante de residência os participantes.

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